terça-feira, 3 de maio de 2016

O povo culpado por usar o Whatsapp

'O diabo gosta de impressionar, chocar, escandalizar. O que mais dói nele é o desprezo olímpico. Quando ele vier com treta, pense assim: "Você faz barulho, mas não seria capaz de criar do nada uma formiga, uma ameba, uma partícula subatômica." '
Olavo de Carvalho, Facebook

  A sentença do juiz Marcel Montalvão, que bloqueou o aplicativo de celular Whatsapp, é impressionante e chocante. Como um juiz federal pode interromper um meio de comunicação nacional com uma sentença redigida em Lagarto, Sergipe? Não tenho conhecimentos jurídicos suficientes, mas é certo que a decisão do magistrado afetou pelo menos uma centena de milhões de pessoas inocentes.

  

  Quaisquer que sejam as razões que levaram o afetado juiz federal a tomar tal decisão, posso destacar duas hipóteses:

1. Ele justifica seu ato e invoca um texto escrito numa linguagem jurídica e abstrusa, que, para o cidadão comum, dá ares de correção magistral vindo de um verdadeiro operador da lei;

2. O que ele quer é poder. Para ele, é sagrado o direito de um funcionário público concursado em mandar em milhões de vidas, só porque tomou posse de um cargo depois de passar numa provinha de concurso.

  O juizinho faz tanto barulho quanto o capiroto, mas é incapaz de fazer algo útil. Apenas destrói o Whatsapp, que foi feito por gente muitíssimo superior à soma dos seus títulos e notas em provas.

  Digo: 'Marcel Maia Montalvão, o povo despreza Sua Excrescência!'

 Mas o palhaço ainda acredita no poder da carteirada contra o povo.